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Imunização contra as doenças reprodutivas


Dentre as enfermidades infecciosas que mais afetam o desempenho reprodutivo e produtivo dos animais, destacam-se a IBR (Rinotraqueite Infecciosa Bovina), BVD (Diarreia Viral Bovina), Leptospirose e a Campilobacteriose. Estudos demonstraram que cerca de 40 a 50% das causas de perdas de gestação estão relacionados às doenças infecciosas, como a IBR, BVD e leptospirose.

Na IBR, o vírus pode comprometer o embrião ou o feto em qualquer estágio de desenvolvimento e provocar aborto em qualquer fase da gestação. Dados sobre a freqüência de animais e rebanhos soropositivos indicam que, no Brasil, a infecção pelo vírus causador da IBR apresenta caráter endêmico, ou seja, está presente nos rebanhos, tanto em planteis destinados à produção de leite como de carne.

A infecção de bovinos pelo BVD está amplamente difundida no rebanho bovino brasileiro. Alguns estudos mostram que cerca de 70% dos rebanhos brasileiros já tiveram, pelo menos, contato com os vírus. A doença está associada a diversas manifestações, que variam da ausência de sinais clínicos aparentes até a altamente fatal Doença das Mucosas. Além disso, podem ocorrer também síndromes respiratórias ou hemorrágicas, mortalidade embrionária, abortos ou mumificação fetal, malformações fetais e nascimento de bezerros inviáveis.

Na leptospirose, as perdas econômicas estão direta ou indiretamente relacionadas às falhas reprodutivas como a infertilidade, o aborto e à queda da produção de carne e leite, além de custos com despesas de assistência veterinária, vacinas e testes laboratoriais. Algumas pesquisas envolvendo animais provenientes de fazendas pertencentes a seis Estados brasileiros mostrou que 60% dos animais eram positivos para doença e que 100% das fazendas apresentavam pelo menos um animal soropositivo para a leptospirose.

A campilobacteriose, por sua vez, é uma doença infecciosa de caráter venéreo que apresenta elevada prevalência e que se constitui em um dos principais fatores sanitários que interferem nos índices reprodutivos do rebanho bovino. A freqüência de fêmeas portadoras da campilobacteriose genital bovina situa-se entre 8% e 46,9% e a de touros infectados de 16,7% a 52,3%. A enfermidade é responsável por prejuízos econômicos na bovinocultura por causar repetições de cio, morte embrionária e esterilidade enzoótica das fêmeas infectadas. A infecção pode resultar em moléstia subclínica que, muitas vezes, passa desapercebida na maioria das propriedades.

Com o intuito de mostrar a importância de um programa de imunização contra essas doenças, a Vallée realizou um estudo em parceira com a Biotran – Biotecnologia e Treinamento em Reprodução Animal, de Alfenas, MG, e conduzido pelo Professor Dr Carlos Fernandes, para avaliar os efeitos da imunização com a Fertiguard Selenium Max (vacina contra IBR, BVD, Leptospirose, Campilobacteriose, PI3 e BRSV) no desempenho reprodutivo de fêmeas bovinas de corte através da avaliação do percentual de gestação e do percentual de parição após uma estação de monta de 120 dias. Os dados mostram que a imunização com a Fertiguard Selenium Max foi efetiva em melhorar tanto a taxa de vacas gestantes, quanto a taxa de parição.

 

Taxa de gestação e de parição de vacas imunizadas ou não,
numa estação de monta de 120dias.
Grupo N Gestantes Taxa de Gestação (%) Paridas Taxa de Parição (%)
Imunizado 216 188 87,3 179 82,8
Controle 218 175 80,2 165 75,7