Doenças


Leptospirose

A leptospirose é uma doença infecciosa transmitida por bactérias da espécie Leptospira interrogans, existindo uma grande variedade de sorovares capazes de provocar a doença em mamíferos. Os principais sorovares encontrados no Brasil são: hardjo, wolffi, canicola, pomona, grippotyphosa e o icterohaemorrhagiae, e estão amplamente disseminados nos rebanhos nacionais, chegando a taxas de prevalência de 80% ou mais. 

A importância da Leptospirose bovina deve ser ressaltada, pois a sua presença em rebanhos causa queda de produtividade de leite e carne.

Diversos animais domésticos e silvestres podem ser portadores dos sorovares de Leptospira interrogans. Os ratos domésticos (ratos de telhado, ratazana e camundongos) são os principais transmissores do sorovar icterohaemorrhagiae. 

Os animais doentes e/ou portadores são os grandes disseminadores da doença no rebanho. A infecção ocorre pela penetração da bactéria na pele, lesada ou não, e pelas mucosas em contato com urina, líquidos fetais, água, alimentos e sêmen contaminados. 

A leptospirose também é uma importante zoonose, sendo transmitida ao homem através da penetração da bactéria pela pele lesada ou íntegra e pelas mucosas (olhos, nariz, boca) ou através da ingestão de água e alimentos contaminados.

Como reconhecer

Abortos que ocorrem geralmente no último terço da gestação, além de retenção de placenta, nascimento de mortos ou fracos que morrem nos primeiros dias de vida, mastite em todos os quartos, sem dor e úbere flácido, com leite alaranjado e presença de coágulos. O animal adulto é portador da doença, espalhando-a no ambiente através da urina, fetos abortados e restos placentários.

Os bezerros muitas vezes são encontrados mortos. Quando vivos, apresentam profunda depressão, febre alta, anemia, urina com cor achocolatada, icterícia, morte em período de 5-12 horas, podendo se estender até 24 horas.

Em éguas, os sintomas são de aborto, que podem ocorrer após o 3º mês de gestação, mas mais frequentes após o 6º mês; natimortos e nascimento de potros fracos que morrem nos primeiros dias de vida.

Equinos podem apresentar infecção no olho (oftalmite recidivante) com ataques de fotofobia (sensibilidade à luz), lacrimejamento e conjuntivite. Os dois olhos são afetados e as lesões levam progressivamente à cegueira. 

O diagnóstico de rotina é feito através da técnica de microaglutinação em placa (sorologia). 

Como tratar

Animais na fase aguda da doença devem ser tratados com Estreptomicina ou Diidroestreptomicina na dose de 12 mg/kg de peso, duas vezes ao dia, durante 3 dias. Porém, devido ao curso muito rápido da doença, principalmente em animais jovens, a eficiência do tratamento é limitada. 

Nos casos crônicos da doença usa-se a mesma base, só que na dose 25 mg/kg de peso em dose única. 

Em equinos com oftalmite recidivante, o tratamento com antibióticos é pouco eficiente. Devem ser usados colírios com corticosteróides e atropina 4-8 vezes ao dia, até a resolução do problema.

Como evitar

É praticamente impossível a eliminação da doença no rebanho, graças à sua complexidade epidemiológica, uma vez que vários animais silvestres podem disseminar a bactéria. Portanto, recomenda-se fazer exames sorológicos do rebanho periodicamente (duas vezes ao ano) e tratar os animais com altos títulos de anticorpos.

A vacinação é a melhor forma de proteger o rebanho contra a doença, minimizando os prejuízos. Vacinar todo o rebanho, machos e fêmeas a partir dos 4 (quatro) meses de idade, repetir uma segunda dose 30 dias depois da primeira e revacinação semestral. Nas fêmeas é importante que uma dessas aplicações seja feita antes da cobertura ou entre esta e o quarto mês de prenhez. 

Produtos Vinculados: Lepto Bov-6, Oxitrat LA Plus, Streptomic


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