Doenças


Mormo

O Mormo conhecido vulgarmente por “Lamparão”, “Catarro de Mormo”, “Catarro de Burro”, é uma doença infecto-contagiosa quase sempre fatal dos equídeos, causada pela bactéria Burkholderia mallei, que pode ser transmitida ao homem e também a outros animais. Manifesta-se de forma aguda ou crônica e caracteriza-se pelo aparecimento de nódulos e ulcerações no trato respiratório e/ou pele. 

Os animais contraem o mormo pelo contato com material infectante do doente, principalmente pela via digestiva: pus, secreção nasal, urina ou fezes. 

Doença de notificação obrigatória por incluir-se no grupo de doenças transmissíveis consideradas importantes sob o ponto de vista sócio-econômico e sanitário, em nível nacional e com repercussões no comércio internacional de animais e produtos derivados.

Como reconhecer

A doença manifesta-se sob as formas nasal, pulmonar e cutânea, com curso agudo ou crônico, sendo a forma aguda mais comum nos asininos e muares e a forma crônica nos equinos. Pode provocar nódulos e ulcerações no trato respiratório superior e pulmões; ataca também o sistema linfático, com a formação de abscessos nos linfonodos. Os animais doentes apresentam febre, corrimento nasal mucopurulento, dificuldade respiratória, nódulos no trajeto dos vasos linfáticos, úlceras, escaras e debilidade geral.

Em alguns animais, o único sinal evidente é a claudicação (manqueira) em um dos membros posteriores, o qual é mantido suspenso e semi-flexionado (“posição de bailarina”), podendo haver desenvolvimento de um grande edema (inchaço) que se espalha por todo o membro.

Como tratar

Não é recomendado o tratamento como consequência da medida de defesa sanitária de sacrifício obrigatório dos animais infectados.

Como evitar

Identificar os animais infectados por meio de provas sorológicas (Fixação de complemento e PCR) e alérgicas (Teste da Maleína), com notificação imediata às autoridades sanitárias competentes para sacrifício dos animais reagentes, os quais devem ser cremados no próprio local. Realizar o isolamento da área onde foi observada a infecção, com desinfecção da área e de todo o material que esteve em contato com os animais. 

Para essa desinfecção recomenda-se: cloreto de benzalcônio; hipoclorito de sódio; iodo; cloreto de mercúrio em álcool e permanganato de potássio.

Controle rigoroso de trânsito de animais em níveis interestaduais, dentro do estado e internacional, com apresentação de resultados negativos nas provas da Maleína e fixação de Complemento, realizadas no máximo até 15 dias antes do embarque.


Veja mais


  • 01
  • | Total: 1 items