Doenças


Linfadenite Caseosa (LC)

A Linfadenite Caseosa é uma doença infecto-contagiosa conhecida também como “Mal do Caroço” ou “Falsa Tuberculose”. É causada pela bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis, que acomete caprinos e ovinos e caracteriza-se pela formação de abscessos contendo pus de cor amarelo-esverdeado e consistência tipo queijo coalho.

A doença apresenta-se em duas formas: a superficial e a visceral. Os abscessos localizam-se, inicialmente, nos gânglios (linfonodos) superficiais, podendo ser na região da mandíbula, abaixo da orelha, na escápula, no crural e na região mamária. Apresenta-se, também, nos gânglios internos (mediastínicos, torácicos) e órgãos como os pulmões, o fígado e, em menor escala, o baço, a medula e o sistema reprodutivo. Além dos caprinos e ovinos, esta enfermidade causa linfangite ulcerativa em equídeos e abscessos superficiais em bovinos, suínos, cervos e animais de laboratório.

A principal fonte de infecção é o conteúdo dos abscessos que supuram e contaminam o ambiente. O conteúdo dos abscessos é rico em C. pseudotuberculosis podendo infectar diretamente outros animais ou ainda contaminar a água, o solo e os alimentos. O Corynebacterium pseudotuberculosis pode permanecer no meio ambiente por períodos de 4 a 8 meses, principalmente quando protegido do sol direto, e morre quando exposto a 70°C, aos desinfetantes comuns, bem como ao sol direto.

A porta de entrada são as feridas superficiais na pele, mucosas, além dos linfonodos e/ou vasos linfáticos. 

Como reconhecer

Os sinais clínicos caracterizam-se pela presença de linfonodos periféricos aumentados de tamanho. Ocasionalmente, os abscessos se rompem drenando pus espesso e esverdeado. Os abscessos medem normalmente 4-5 cm, entretanto, podem chegar a 15 cm. A maioria dos animais com lesões nos linfonodos não apresentam outros sinais clínicos, porém, alguns animais com abscessos localizados nas vísceras das cavidades torácica ou abdominal, podem apresentar emagrecimento progressivo, às vezes, denominado como “doença da ovelha magra”.

Como tratar

O tratamento pode ser realizado com o uso de antibióticos como a tetraciclina, a penicilina e a cefalosporina, porém, a distribuição dos mesmos nos abscessos é pequena, dificultando o processo de cura pela pouca habilidade de passar pela cápsula do abscesso e porque a bactéria possui localização intracelular. Portanto, não se recomenda o tratamento com antibióticos para os casos de Linfadenite Caseosa.

Como evitar

Em ovinos as medidas de controle da doença consistem em eliminar os animais doentes e evitar novas infecções, através de medidas higiênicas e de desinfecção dos instrumentos de tosquia, castração e assinalação. Essas técnicas devem ser realizadas em locais limpos e onde seja possível a desinfecção. Os ovinos jovens devem ser tosquiados antes dos adultos. Em rebanhos infectados deve evitar-se banhar imediatamente após a tosquia. Vacinas contendo células bacterianas e/ou toxóides empregadas em ovinos são parcialmente eficientes, diminuindo significativamente o número de animais com abscessos.


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